segunda-feira, 1 de novembro de 2010

soneto para o meu amor nº 2

da minha dor eu te farei o meu sorriso
e dos espinhos que cravarem-se em teus pés
eu lhes farei da minha paz o mecanismo
e a carregar-te remarei no meu convés.

e a te guiar, pr'assim jamais perder-te o rumo,
do meu escudo eu te farei a ti a espada
e derretido o aço e a prata, a ti eu te juro,
eu te farei no torno d'água a ti a calma.

eu te farei do medo atroz não ter receio,
se assim fizer eu do meu sonho a ti recreio
e por esteio eu te firmar no mesmo andor.

e se não der, mas algo mais 'inda eu farei,
a tua cruz no ombro meu carregarei
pra em meu calvário eu ir feliz por ter-te o amor.

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